Descansar


Um bom descanso nem sempre será proporcional ao tempo que sobra para repousar o corpo. Mais do que isso, descansar exige, primeiro, uma consciência de quais são os chamados e deveres diários. É saber reconhecer a vocação e a missão pessoal. Diante delas estou agindo adequadamente? Estou cumprindo o mínimo necessário? Entregando o meu melhor possível?

Quando a consciência capta o que deve ser feito, não descansa, enquanto não realiza. Sendo assim, não aja aleatoriamente e sem propósito, isso, inclusive, cansa muito mais. Atue intencionalmente, com direção e finalidade.

Deus quer algo de cada um de nós! O que Ele quer de você hoje? É preciso saber o porquê, para quê ou por quem, realizar todas as coisas. Pois quando as nossas ações encontram bons motivos, o nosso coração descansa em paz, mesmo no cansaço físico.

Deus, após a criação, viu “que tudo era muito bom” Gênesis 1:31, e descansou. Desejo que você descanse realizado. Como uma vela que se desgasta, não em vão, mas para iluminar o que for preciso.

“Os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias ; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” (Isaías 40:31)

Sárvya Karena, missionária consagrada da Com. Filhos de Maria e psicóloga

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O CONGRESSO MARANATHÁ 25 ANOS será o auge das manifestações de gratidão a Deus por todas as maravilhas realizadas em nós e através de nosso carisma na Igreja. Não perca a oportunidade de participar do Maranathá promovido pela Comunidade Filhos de Maria. De 20 a 22 de outubro deste ano no Espaço OAB Eventos em Montes Claros-MG. 

Teremos louvor, pregações, adoração ao Santíssimo Sacramento, testemunhos e celebração da Santa Missa. Na abertura do evento, 20 de outubro, teremos o Espetáculo O CÂNTICO DA ALMA e SHOW no sábado, 21.

É com grande alegria que nosso coração anseia levar aos jovens a alegria de pertencer a Cristo, da entrega de nossa juventude a Ele de forma a construir sobre a Terra a Civilização do Amor através da Revolução da Ternura.

Para celebrarmos essa grande festa teremos as presenças: Tiago Marcon (Missionário da Comunidade Canção Nova), Érika Vilela (Fundadora da Com. Filhos de Maria), Dom José Carlos (Arcebispo Metropolitano de Montes Claros), Dom Guido Zendron (Bispo de Paulo Afonso – Ba), Padre Ivan Clementino, Banda Herdeiros, Diácono Léo Rabello da Banda Dominus e lideranças de movimentos da nossa Arquidiocese.

Saiba mais informações no perfil @congressomaranatha.

Os ingressos estão disponíveis com os membros da Comunidade Filhos de Maria ou você pode fazer sua inscrição online aqui.

 

Retirar-se para rezarRetirar-se para rezar

(Texto e locução por Érika Teles)

Muito se fala que a oração é o alimento da alma. Em sua primeira catequese na audiência geral sobre a oração, o Papa Francisco afirmou: “A oração é o respiro da fé, é a sua expressão mais adequada. Como um grito que sai do coração de quem crê e se confia a Deus.” É claro para nós católicos e cristãos que sem a oração é difícil permanecer no caminho de uma vida com Deus, precisamos nos fortalecer, acreditar, pedir, confiar Naquele que é maior do que nós. Precisamos fazer-se ouvir o clamor do nosso coração. Deus gosta de escutar a nossa prece.


No entanto, se não nos dispusermos a buscar essa vida de oração, acabaremos por deixar de lado tudo que tem-se construído ao longo da nossa caminhada de fé. É necessário retirar-se para rezar. A oração é intimidade, é encontro! No Evangelho de Mateus no capitulo 6, versículo 6, Jesus diz: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está em segredo, te recompensará.” Precisamos nos derramar diante de Deus, dizer a Ele a nossa necessidade, tornar-nos íntimos e ouvi-Lo no silêncio da oração.


Em muitos trechos dos Evangelhos percebemos Jesus que se retira para as regiões montanhosas, de madrugada para rezar. Jesus sendo Deus, reconhece-Se necessitado da oração para estar mais íntimo do Pai, nós como seus discípulos, devemos seguir o seu exemplo e buscarmos nos retirar para falar, para clamar e ser acolhido pelo nosso Pai do céu que sabe das nossas necessidades mais do que nós mesmos e que está sempre pronto para nos ouvir. Ele sempre nos espera para um encontro!


Como anda a sua vida de oração? Você tem conseguido se retirar para rezar, para falar com Deus e para ouvi-Lo falar com você? Que tal tentar agora buscar reservar um tempo só para você e Ele? Alimente sua alma, deixe seu coração gritar para o Senhor.

Santa Quaresma!

Foto: Jessyca Macedo/ Daniela Lemos

Lucidez ou Loucura?Lucidez ou Loucura?

Como médico de atuação em Clínica Médica e em Medicina Paliativa há alguns anos, vivo todos os dias do meu trabalho buscando salvar vidas e a dignidade dessas vidas constantemente ameaçadas; seja na urgência e emergência, na enfermaria e unidade intensiva, em domicílios e consultórios. Nem sempre há bons resultados, enquanto é crescente o número de pessoas humanas a serem cuidadas em seus diversos tipos de sofrimentos nesses contextos. 

O que plenifica minha atuação na vida, e no trabalho não seria diferente, é o fato de ser cristão católico e leigo consagrado a um carisma: Filhos de Maria. E posso traduzir especificamente isso como uma convocação ininterrupta a ser manifestação do amor misericordioso do Pai, canal para o alívio de sofrimentos humanos e instrumento no auxílio  às pessoas a encontrar um sentido em suas vidas. De maneira especial O Sentido: Cristo. Isso é um presente, mesmo que desafiador! Ainda mais na atualidade, tempo tão cheio de necessitados desses pontos e tão carente de pessoas dispostas a esse tipo de entrega.

 A opção de assumir isso em minha vida e tocar em tantas realidades desorientadas, sofridas e muitas vezes miseráveis chega a muitos como uma postura de lucidez, já a outros, de loucura. Atitude lúcida e iluminadora porque é de quem vê a realidade, de quem sabe que todo ser humano, a começar  de mim mesmo, em algum momento  necessita dessas experiências de misericórdia, de consolo e de sentido. Já atitude louca e constrangedora por ser uma escolha de estar constantemente diante do desagradável, do angustiante, do que pode inclusive perturbar o juízo: as várias faces da dor humana. 

Tudo isso na verdade é uma missão. Não é puramente uma escolha pessoal. Se assim fosse, acredito que seria “pouco”. Na verdade é uma resposta a Deus, à vida, à humanidade. E somente por isso é possível. Cada vez mais meu trabalho deve misturar muita técnica, muita humanidade e muito carisma. E porque não muita coragem e loucura? E tem de ser assim. Ninguém merece menos do que isso!

“Nascemos aos pés da cruz para anunciar ao mundo o amor que o levou à loucura.”  (Érika Vilela)

 

Diego Ramos, missionário consagrado da Com. Filhos de Maria e médico paliativista