Sê exaltado!


Santo Antônio dizia que Cristo assumiu a condição de servo (cf. Cl 2,7) Para servir ao servo, a fim de que o servo já não se envergonhasse de servir o Senhor. Quanta sabedoria há nessas palavras! A vocações Filhos de Maria encontra nela uma verdade: gloriar-se na Cruz! 

 

Tornamo-nos servos por Amor! Na Paixão do Senhor, encontramos o modelo suficiente para toda a nossa vida. Basta desprezar o que Cristo na cruz desprezou,  desejar e amar o que nela Ele amou. Morrendo na cruz, o Mestre a consagra, fazendo dela o altar em que livremente se imola. Da Cruz, instrui a todos os que creem sobre o perdão e a confiança. Ela é o Seu trono, onde não só é reconhecido como rei dos judeus, mas como Senhor universal. 

 

A cruz do Senhor ensina a santidade. Ali, Ele revela que só uma coisa é necessária: em tudo: fazer a vontade do Pai! É uma bem-aventurança própria dos Filhos de Maria e que se realiza na alegria de servir. 

 

É mistério de união com o Crucificado, que se experimenta quando se doa inteiramente tudo o que se tem e o que se é! Então, ao entrevê-Lo, quando O servimos no pobre das missões distantes, no doente sem esperança, no jovem ferido pelo caminho, no pecador que somos todos nós, podemos cantar: sê exaltado, Amor Crucificado!

Érika Vilela, fundadora da Com. Filhos de Maria e psiquiatra.

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(Texto por Emerson Goveia e locução por Júnior Vieira)

Gotas de Perseverança na sua quaresma
(Texto: @emersoncfm / Locução: @juniorvieira193)

Eu sou aquele tipo de pessoa metódica, que pra iniciar uma dieta eu preciso de uma segunda-feira.

E se na terça eu comer um doce, só na outra segunda pra recomeçar.

Calma, eu não tô fazendo dieta, eu posso explicar…

Percebi que eu estava perdendo tempo e era preciso economizar.
A nossa vida é só um instante e logo vai passar.

O Papa Francisco vai nos dizer na sua carta “Patris Corde” que na perspectiva da economia da salvação é de ternura na acolhida das fraquezas que eu vou precisar…

Logo, sim, eu preciso economizar…

Um pouco mais de ternura aprender e exercitar…
Essa pode ser a minha última quaresma e eu não posso desperdiçar.

Como pode alguém que tem medo de altura e o céu querer alcançar?

É preciso lançar fora todo medo e em altos vôos se lançar…
Se você mal começou e já se perdeu nos seus propósitos de quaresma, um caminho eu vou lhe dar…

É só pra quem tem medo de altura que a minha escada vou emprestar.

Mas como se eu tenho medo?
Vai com medo mesmo!

Sobre o ser metódico, tudo bem, mas no excesso se quebrantar…

Olhe pra sua quaresma e com ternura derrame umas gotinhas de perseverança…

Ainda dá tempo…

Se for preciso olhar os dias da semana com outros olhos, compre óculos, desembaça a lente e volte a enxergar…

Perceba na beleza de uma quarta-feira o seu verdadeiro e melhor lugar.

Por que não?

Faça dela o seu ponto de partida, o seu recomeçar…

O importante é o novo propósito, o tirar o pé do lugar.

Economize dias…

Suba sem medo…

É hora de se lançar…

Haa… Emerson, hoje não deu certo!
Calma, amanhã vai dar…

Vem comigo?

Quarta-feira de Cinzas: o que é?Quarta-feira de Cinzas: o que é?

Damos início hoje ao tempo quaresmal, período de quarenta dias que precede à Semana Santa. A Quarta-feira de Cinzas, assim como, a Sexta-feira Santa é um dia dedicado à penitência, contrição, jejum e abstinência de carne.

Neste dia abramo-nos ao Espírito Santo, para que Ele venha auxiliar-nos na escolha das nossas penitências pessoais, e também a fazer um bom exame de consciência. De modo que, revendo como está sendo a nossa vivência cristã, sejamos impelidos a voltar ao Senhor com maior dedicação, através, da oração, do jejum e da esmola e adentrar no convite que o Bom Deus faz a nós: “Convertei-vos e acreditai no evangelho”.

Ao recebermos as cinzas bentas sobre nossa fronte, aceitemos o convite de olhar para nós e lembrarmos que somos pó e para ele retornaremos (Gn 3,19), ou seja, refletir a nossa origem e o nosso fim, a fragilidade e brevidade de nossas vidas.

Que este dia traga esperança aos nossos corações, porque, como nos recorda o Papa Francisco, “Somos o pó amado por Deus, amorosamente, o Senhor recolheu em suas mãos nosso pó,  e nele, insuflou o seu sopro de vida”.

(Texto por Letícia Fagundes | Locução por Érika Teles)